Maria Rita já estava aflita no 17º andar de um quarto de hotel. Somente de conjunto lingerie vermelho com detalhes em renda, cinta liga, olhava impaciente o celular, tanto para ver se tocasse, quanto para só acompanhar o passar dos minutos. E César Augusto, seu cliente favorito não chegava. Dez minutos de atraso.
Deitou na cama dando de cara para o teto, percebeu o profundo azul, que na verdade não era tão escuro como via, mas as persianas, do mesmo azul só que de tom mais claro, estavam fechadas, e a luz do sol mesmo que parca, quase não adentrava o quarto.
Diante daquele azul muito calmo decidiu levantar, sentiu e viu o parquet gostoso de andar descalça, e a cor era clara, esse tal é o marfim? Pensou Rita, ela suspeitava, e pois bem, era.
Abriu a persiana, assustou-se com o tamanho da janela, e com a quantidade de luz que pareceu pular quarto adentro. Daquele bairro com prédios mais baixos do que o qual se encontrava, Maria Rita viu o mesmo “azul céu profundo e limpo”, que pintava o teto do quarto. Que imensidão que vontade de perder-se.
Bem à direita o sol estava jogando o seu “amarelo avermelhado” das 17h e 50m, do mês de maio, que ainda aquecia, mas a brisa antecedente a mais fria e escura noturna, já marcava presença.
Vinte minutos de atraso. Mas que merda, estou perdendo tempo com esse cafajeste do César Augusto, fala alto Maria Rita. Desnorteada vai ao espelho, perto do banheiro, admira-se. Para no tom do vermelho da lingerie. Vermelho sangue, vermelho paixão. Sendo esta também a cor do sangue, levando a todas as derivações de nomenclaturas do vermelho, Maria Rita pensa que: “- E se o sangue fosse verde? Tudo que lembrasse paixão seria verde? Sua lingerie belissimamente provocante seria um verde escarlate? Um verde paixão?” e César Augusto que não vêm?! Não mais atendo ele, está decidido, ele que me aparece sempre cheiroso, me fazendo pensar em cravos brancos, com vinho tinto seco argentino. Chocolates bem marrons por serem ao leite, e lençóis branco pérola, de seda... Ah César Augusto você perdeu pilantra!
Cinco minutos passados, Maria Rita sorria ao sair do elevador, no seu preto básico, salto de 7 cm creme, que combinava com a bolsa de couro. Só avisou na recepção que falaria com o gerente mais tarde para acertar a conta, seria fácil ele também era seu cliente.
Desceu os cinco degraus de mármore negro frio e luxuoso, e já estava na calçada. Parecendo andar na direção contrária de todos os pedestres, Maria Rita sentiu uma mulher cheiro e cor laranja, aproximando-se, estava apressada, e o vigor da cor marcou presença no pensamento de Maria Rita.
Sorvete rosa tuti-fruti, aroma de chicle, que saudade da sua infância. Foi a garotinha de 5 à 6 anos que passou de mãos dadas com a mãe.
Assustada sentiu cheiro de cravo, também de homem másculo, terno e gravata em tons de cinza escuro, uma camisa branca abaixo, mas essa inconfundível e maravilhosa mistura de cheiros e sensações, conhecia de algum lugar.
Tão absorvida estava, que ao ver o sorriso branco daquele belo homem, parou. O homem continuou a caminhar em sua direção e estava já muito perto, causando uma fobia nervosa em Maria Rita, e ao chegar em sua frente...
- Minha deusa, mil desculpas, meu carro quebrou, o celular sem bateria, ia ao hotel te procurar com poucas esperanças de sucesso. Mas aqui esta você, minha flor de Liz maravilhosa. Vamos?
Maria Rita agora sorria e pensava.
Sei bem porque te gosto tanto César, você bem podia ser mais Cinza Augusto. Cafajeste.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
The Crooked House

Então, The Crooked House - A Casa Torta - para quem nunca viu, ou não parou pra pensar que isso poderia existir, é alguma novidade não é?!
Localizada na cidade de Sopot na Polônia, foi construída em 2003, pelo arquiteto polonês Szotyscy Zaleski. Seu projeto foi inspirado pelas ilustrações de Jan Marcin Szancer e pelo artista suéco Per Dahlberg.
Ela é uma das contruções mais fotografadas em toda a Polônia, suas curvas são seu maior trunfo, é só testar, imagine-a sem as curvas e a contrução torna-se comum!
O azul-esverdeado do vidro e das telhas esmaltadas, também revelam o tom preciso para estar em harmonia com o restante das cores e materiais da Crooked House.
O edifício, segundo poucas informações, estava destinado a criar a impressão de um enorme dragão mas, evidentemente, falhou. E a expressão The Crooked House, como é chamada, na verdade é só expressão, pois ali funciona um pequeno complexo de lojas.
Venhamos e convenhamos companheiros, sendo casa, sendo loja, sendo bar, danceteria ou cinema, não importa, ela é torta, por assim ser, é diferentemente linda e agradabilíssima de olhar. Assim como deve ser a Arquitetura.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
A Estréia
Olá! Por esta necessidade de nomear as coisas, o porquê dos nomes não deve faltar, não há nada sem porquês. Então lhes conto o porquê de Urbanarquismo.
Urban de Urbanismo, afinal, as atribuições brasileiras para o curso de arquitetura englobam muito bem o urbanismo.
Arqui de Arquitetura, só um pouco óbvio. E finalmente o Ismo, que me dá uma pontinha de esperança em fazer a diferença entre copiar e criar, ou seja, me refiro à criação de um novo estilo de arquitetura, assim como os nomes e seus respectivos estilos: o Classicismo, o Neoclassicismo, o Romantismo, Modernismo e muitos outros ismos da seqüência, até chegar ao: Urbanarquismo. Quanta pretensão...! Contudo, nada custa sonhar, não corte meu barato, oras bolas.
E já que estamos nos esclarecimentos, você que começará a dar uma navegada por aqui, não vai encontrar só textos e imagens referentes ao título do blog. É muito provável que alguns devaneios da proprietária, venham cair por este veículo de informação tão visado atualmente. Quem gostar gostou, quem não gostar, azar. Só esclareço, que a meu ver, os textos não serão luxo, mas com certeza não serão lixo, e o julgamento final, com certeza, vai depender dos “olhos” de quem vê.
Urban de Urbanismo, afinal, as atribuições brasileiras para o curso de arquitetura englobam muito bem o urbanismo.
Arqui de Arquitetura, só um pouco óbvio. E finalmente o Ismo, que me dá uma pontinha de esperança em fazer a diferença entre copiar e criar, ou seja, me refiro à criação de um novo estilo de arquitetura, assim como os nomes e seus respectivos estilos: o Classicismo, o Neoclassicismo, o Romantismo, Modernismo e muitos outros ismos da seqüência, até chegar ao: Urbanarquismo. Quanta pretensão...! Contudo, nada custa sonhar, não corte meu barato, oras bolas.
E já que estamos nos esclarecimentos, você que começará a dar uma navegada por aqui, não vai encontrar só textos e imagens referentes ao título do blog. É muito provável que alguns devaneios da proprietária, venham cair por este veículo de informação tão visado atualmente. Quem gostar gostou, quem não gostar, azar. Só esclareço, que a meu ver, os textos não serão luxo, mas com certeza não serão lixo, e o julgamento final, com certeza, vai depender dos “olhos” de quem vê.
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