
José de nascença, cego. De tudo que falam, ele ouve. Forma imagens de acordo com as descrições, mas precisa sempre mais do que isso, necessita tocar, sentir o cheiro, o volume do som.
Pois, foi difícil, e só Dona Joana sabe o quanto, fazer entender pétalas, terra, pedra, sabonete, espinhos, comida então, uma meleca. E era dessa meleca que José gostava, quanto mais pudesse sentir a comida, mais satisfeito ele ficava.
A partir de tanta curiosidade e gosto pelo paladar, é que José tornou-se um crítico gastronômico.
Junto ao crítico estava também um homem de postura ereta, ouvidos atentos, pensamento astuto, e um ar galante só dele.
Sua vida era feliz, ele gostava de estar solteiro, um rolo aqui, outro lá, muitos vindos do setor profissional, o que ele jamais desperdiçava.
Muitos amigos e amigas, festas, jantares, dançantes ou não, uma vida agitada, da qual às vezes, ele abria mão. E sim, era por querer.
Sentar em sua poltrona, tomar um vinho ou doses de whisky, ouvir variadas músicas, ou livros, fumar seu charuto, vez ou outra, cigarros. Deixava-se levar, pensar não queria, o difícil era conseguir.
As imagens, no entorpecer de uma sexta-feira a noite, chuvosa, vinham e iam, cores, brumas. Os sons que formavam sensações, ambientes.
Tudo era tão escuro quando em nada pensava, esse escuro que de sempre lhe acompanhou e sabia, seria seu companheiro fiel até o fim.
Desse escuro não sentia ódio, mas desespero, as imagens que formava desde a remota infância, sabia, não eram como as reais, eram só idéias unidas.
E quando em sua perna queimou a cinza de seu charuto esquecido de bater, se fez a dor, e com ela sentiu e viu imagens de que sua memória, não lembrara de tê-las formado. O que seriam aqueles cores incríveis, aquele toque macio em que pegava?
Pois, foi difícil, e só Dona Joana sabe o quanto, fazer entender pétalas, terra, pedra, sabonete, espinhos, comida então, uma meleca. E era dessa meleca que José gostava, quanto mais pudesse sentir a comida, mais satisfeito ele ficava.
A partir de tanta curiosidade e gosto pelo paladar, é que José tornou-se um crítico gastronômico.
Junto ao crítico estava também um homem de postura ereta, ouvidos atentos, pensamento astuto, e um ar galante só dele.
Sua vida era feliz, ele gostava de estar solteiro, um rolo aqui, outro lá, muitos vindos do setor profissional, o que ele jamais desperdiçava.
Muitos amigos e amigas, festas, jantares, dançantes ou não, uma vida agitada, da qual às vezes, ele abria mão. E sim, era por querer.
Sentar em sua poltrona, tomar um vinho ou doses de whisky, ouvir variadas músicas, ou livros, fumar seu charuto, vez ou outra, cigarros. Deixava-se levar, pensar não queria, o difícil era conseguir.
As imagens, no entorpecer de uma sexta-feira a noite, chuvosa, vinham e iam, cores, brumas. Os sons que formavam sensações, ambientes.
Tudo era tão escuro quando em nada pensava, esse escuro que de sempre lhe acompanhou e sabia, seria seu companheiro fiel até o fim.
Desse escuro não sentia ódio, mas desespero, as imagens que formava desde a remota infância, sabia, não eram como as reais, eram só idéias unidas.
E quando em sua perna queimou a cinza de seu charuto esquecido de bater, se fez a dor, e com ela sentiu e viu imagens de que sua memória, não lembrara de tê-las formado. O que seriam aqueles cores incríveis, aquele toque macio em que pegava?
O quadril da mulher dançante, o champanhe do garçom que passava, a mordida no morango, o barulho do mar, aí sim estavam as lembranças. Mas então, o que foi aquele relâmpago de visões desconhecidas, só queria saber mais delas, sentir o corpo flutuar junto a elas, desligar a luz já desligada de seus olhos, e só apenas flutuar. Ah como desejava literalmente, morar no ar.
Iria relaxar um pouco mais, tentar novamente, mais uma dose, mais um charuto, sem dúvidas o faria. O que o perturbava, era a dúvida de ter ou não consigo, o cinzeiro.
Iria relaxar um pouco mais, tentar novamente, mais uma dose, mais um charuto, sem dúvidas o faria. O que o perturbava, era a dúvida de ter ou não consigo, o cinzeiro.
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